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A licença BSD é uma licença de código aberto inicialmente utilizada nos sistemas operacionais do tipo Berkeley Software Distribution (um sistema derivado do Unix ). Apesar dela ter sido criada para os sistemas BSD, atualmente vários outros sistemas são distribuídos sob esta licença.
Os proprietários originais da distribuição BSD eram os "Regentes da
Universidade da Califórnia", devido ao fato da BSD ter nascido na Universidade de Berkeley .
A licença oficial BSD tem sido revisada desde a sua criação, e inspirou
inúmeras variantes utilizadas por outros desenvolvedores de software (veja a seção abaixo, "Licenças estilo BSD").
Esta licença impõe poucas restrições quando comparada aquelas impostas por outras licenças, como a GNU General Public License ou mesmo as restrições padrão determinadas pelo copyright , colocando-a relativamente próxima do domínio público . (De fato, a licença BSD tem sido chamada de copycenter, ou "centro de cópias", em comparação com o copyright padrão e o copyleft da licença GPL: "Leve até o copycenter e faça quantas cópias quiser. [1] ")
O texto da licença é considerado como de domínio público e pode ser
modificado sem nenhuma restrição. Para satisfazer as necessidades de
indivíduos ou organizações em particular, deve-se trocar as referências
aos termos "Regents of the University of California", "University of
California, Berkeley" e "Regents" pelo nome do próprio indivíduo ou
organização.
A licença BSD permite que o software distribuído sob a licença, seja
incorporado a produtos proprietários. Trabalhos baseados no material
podem até ser liberados com licença proprietária. Alguns exemplos
notáveis são: o uso de código do BSD (funções de rede de computadores)
em produtos da Microsoft , e o uso de muitos componentes do FreeBSD no sistema Mac OS X da Apple Computer .
Também é possível que softwares sejam distribuídos pela licença BSD junto de outra licença. Isto ocorreu em versões antigas do BSD Unix , que incluíam material proprietário da AT&T .
Na sua versão original, a licença BSD contém termos que a tornam incompatível com a licença GPL ( [2] ) (veja abaixo, "a advertising clause"). Como elas estão entre as licenças mais utilizadas no mundo do software livre, a impossibilidade em combinar os seus componentes tornou-se um grande problema para os autores destes softwares. Na revisão sofrida em 1999 a cláusula controversa foi retirada. Desde esta data, os autores estão livres para incorporar softwares BSD naqueles licenciados pela GPL.
Originalmente, a licença BSD tinha uma cláusula extra, determinando que os autores de todos os trabalhos derivados de software licenciado como BSD, incluíssem uma citação (acknowledgment) no código fonte, dizendo que o produto continha software desenvolvido pela Universidade de Berkeley. Esta cláusula ficou conhecida como advertising clause, ou "cláusula de propaganda". O texto da licença original, com a "cláusula de propaganda" (número 3):
O projeto GNU chamou a "cláusula de propaganda" de obnoxious advertising clause
("a lamentável cláusula de propaganda"). Existiam dois grandes
problemas na perspectiva do projeto GNU. Primeiramente, pessoas que
fazem alterações em código fonte tendem a adicionar citações das suas
próprias versões da licença BSD (com o nome da sua organização ao invés
de "Universidade da Califórnia"). Isto é problemático devido ao grande
número de pessoas que podem trabalhar ao mesmo tempo em um só projeto,
ou pelo menos, em vários projetos separados de uma distribuição de software.
Devido a este comportamento dos desenvolvedores, esta cláusula
rapidamente criaria uma volumosa e ingerenciável lista de citações de
diferentes licenças BSD. Em segundo lugar, um grande problema legal era
o fato que esta cláusula era incompatível com os termos da GPL (que não
permitia a adição de restrições além daquelas já impostas) forçando a
segregação de software GNU e BSD. O projeto GNU chegou a
sugerir que as pessoas não usassem a frase "BSD-style" quando queriam
referenciar um exemplo de licença não copyleft, com o objetivo de prevenir o uso inadvertido da licença BSD.
Está cláusula foi retirada do texto oficial da licença BSD em 22 de julho de 1999 por William Hoskins , o diretor do escritório de licenciamento de tecnologia da Universidade Berkeley, em resposta a um pedido de Richard Stallman . O documento estabelecendo a revogação está disponível em
ftp://ftp.cs.berkeley.edu/pub/4bsd/README.Impt.License.Change .
A licença original é agora chamada de "BSD-old" ou "4-clause BSD",
enquanto a revisão corrente da licença BSD é algumas vezes chamada de
"BSD-new", "BSD revisada", ou "3-clause BSD".
Muitos projetos de software livre utilizam licenças derivadas da licença BSD, como: